Vivo, logo aprendo

Por Rita Durigan

Sempre acreditei que seguimos “Vivendo e Aprendendo”. Mas com a maternidade, isso ganhou ainda mais força pra mim. Um dia é diferente do outro, sempre. Quando se tem um bebê, mesmo criando rotinas, um dia é ainda mais diferente do outro. E você sabe que não vai voltar mais. Por isso tento viver cada um intensamente.

E assim tenho aprendido coisas incríveis com Valentina, minha menina. Incríveis e simples, como sempre demonstrar os sentimentos e as vontades com verdade. Como olhar milhares de vezes e descobrir em cada uma delas um novo ângulo, uma surpresa, uma nova maneira de interagir com o mesmo – seja um brinquedo ou uma embalagem vazia, uma roupinha colorida, um pedaço de pano qualquer, ou de papel…

Mas quando se tem um filho o “Vivendo e aprendendo” ganha o toque da responsabilidade. A de formar um ser humano que vem ao mundo limpo, cru, pronto para absorver o que está ao redor. E você se questiona o tempo todo: “E agora, o que é e como educar uma criança?”

E a cada dia me pergunto se é preciso, possível e benéfico sistematizar tanto assim.

Tenho lido muito sobre o papel da escola e a educação na sociedade atual para as novas gerações. E quero deixar claro que, como filha de, e professora formada, mesmo sem exercer a profissão, sou a favor da escola por princípios, crenças e valores. Tanto que, mesmo trabalhando em casa, considero importante ter minha filha no DayCare – berçário no Brasil – por algumas horas. É um momento de diversão pra ela. E de socialização também. Com outras crianças ela aprende a dividir, compartilhar espaço e atenção, o que em casa, sozinha comigo, seria bem diferente, mesmo que eu não quisesse. Também considero importante por vivermos nos EUA, pra que ela tenha contato direto com o inglês nativo e correto. O português, e desse também faço questão, aprende em casa e com a família. Mas essas são minhas verdades, não a do mundo, e pode até ser assunto pra outro post.

Voltando ao movimento por uma escola mais próxima do mundo real, fico feliz ao ver luz sendo jogada em assuntos tão importantes para a formação das novas gerações. A principal delas é o reconhecimento de que as crianças não são todas iguais, não “funcionam” do mesmo jeito. E não devem ser colocadas em uma escola como se entrassem ali vazias pra sairem cheias de conhecimento.

Essa carta de um pai para sua filha, que compartilho neste link – Carta à minha filha: Não deixe que a escola te ensine – é algo que quero dizer também para a minha Valentina.

Resumindo, minha filha, busque sempre a liberdade de ser quem você é e quer ser. E o conhecimento, aonde quer que esteja, pra que possa seguir seus próprios passos, escrever sua própria história. A vida ensina, aproveite. Mas nunca, nunca se esqueça de ser feliz, aconteça o que acontecer. Isso é tudo e só o que verdadeiramente importa.

Quando precisar, Valentina, eu ei de estar por perto, apoiando e incentivando. Te levando pelas mãos ou em meus braços. Ou em orações. Mas quando preferir, ficarei no meu cantinho, assistindo, torcendo e vibrando por você. E rezando, sempre.

Vá em frente e dê um passo de cada vez. No seu tempo, no seu espaço, no seu caminho, seguindo o seu coração.

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