Alunos Livres, Escolas Felizes.

thumb_IMG_1143_1024por Nós Três

Todo mundo compartilha e adora mencionar a Finlândia como modelo de educação; nós também adoramos.

Mas adoramos também reconhecer a luta e o empoderamento dos secundaristas das escolas estaduais que cheios de vontade e potência reivindicavam uma simples conversa com o estado.

É verdade, lá na Finlândia eles alcançaram o primeiro lugar no ranking mundial. E vocês sabem porque lá realmente funciona?

E vocês sabem porque as ocupações funcionaram? Como eles ganharam voz?

Tanto lá, na Finlândia, como aqui, nas ocupações, a luta é pró liberdade. Existe respeito, pausas, espaços e respiros. Há contato com a natureza de cada um, mais tempo para o convívio com a família, assim como seu envolvimento no ambiente escolar. As crianças são protagonistas de suas próprias histórias, há criticidade, arte, poesia e brincadeiras. Todos entendem e interiorizam a ideia do todo, que fazem parte de um coletivo e que não conseguem nada sozinhos. As crianças seguem nas suas descobertas num espírito de colaboração e não de competição, num pensamento onde um ganha quando todos também conseguem compartilhar dessa vitória.

Infelizmente, caminhamos cada vez mais no sentido contrário. Reproduzimos e insistimos em sistemas falidos, de regras e imposições, massacrando nossas crianças e jovens, realizando testes e avaliações padronizadas, estimulando a competição onde o ato de vencer perde espaço para as vaias àqueles que se vêm perdedores naquele instante. Estamos terceirizando nossas crianças para escolas que são um verdadeiro negócio que só visa lucro. E sabemos (sabemos sim), que somos responsáveis pela criação de gerações cada vez mais distantes de suas reais naturezas.

“Quero que eles sejam felizes”, diz o professor de matemática na Finlândia.

“Você é mesmo professor de matemática?”

“Sou sim”

“A precarização da educação brasileira não é novidade, está enraizada.” Victor Avelino, 17 anos, participante do movimento de ocupação nas escolas de 2015.

“A partir da ocupação a gente entendeu que é possível se organizar, a gente divide todas as tarefas.” Daiane Santana, 16 anos, participante do movimento de ocupação nas escolas de 2015.

“O estado subestimou a capacidade de organização dos alunos.” Denise Maria Lizei, diretora  de uma escola ocupada.

Esse post foi escrito a três mãos. Tivemos como inspirações três vídeos que merecem ser vistos. Precisamos pensar, pensar e repensar sobre as escolhas que estamos fazendo.

Vale ressaltar que o sistema atinge todas as camadas da sociedade, uns com mais agressividade, outros com mais maquiagem, mas o massacre vem acontecendo de todas as maneiras. Nós precisamos cada vez mais de referências como o modelo da Finlândia e a atitude desses jovens da ocupação pois precisamos e queremos autonomia e liberdade.

Segue os links dos vídeos

Escolas Ocupadas – A verdadeira reorganização (documentário)

Where to invade next – documentário de Michael Moore (legendas em português)

Ele processou o sistema de ensino

 

 

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