O que gostamos – Mamãe & Eu & Mamãe

por Rita Durigan

Screen Shot 2018-07-03 at 2.02.03 AMEu já tinha lido sobre ela e sabia que Maya Angelou era uma mulher forte e influente. Respeitada. Mas nunca tinha lido ela, nem seus seus livros e sua vida tão profundamente como ela descreve em sua última publicação: “Mom & Me & Mom”, ou “Mamãe & Eu & Mamãe”, como é vendido no Brasil com preço que varia de R$ 23 a R$ 33.

Conhecida como escritora, poeta e ativista, o livro mostra que Maya foi muito mais que isso, até se tornar famosa e reconhecida. Mostra o quanto sofreu, mesmo provando com trabalho seu talento. E descreve a ausência, muitas vezes presente, e a presença, as vezes meio que ausente, de sua mãe, a empresária Vivian “Lady” Baxter, e a diferença que ela fez na vida de Maya. A mãe que mandou a filha aos 3 anos, com seu irmão de 5, morar com a avó paterna em outro estado, e que 10 anos depois recebeu de volta os filhos para criá-los e conduzí-los pela vida adulta. Que jamais se reecontrou de verdade com o filho. Que ajudou nos cuidados do neto não assumido pelo pai. Que nunca, jamais, deixou de apoiar a filha a ser o que quisesse ser. E ser bem. Mulher que comecei o livro julgando, confesso, e que terminei apaixonada – talvez por ter sido direcionada pelo olhar amoroso de Maya e sua capacidade de encantar com as palavras.

O livro fala de laços, rupturas e reconexões, algumas possíveis, outras perdidas. Fala de verdades. Fala da vida das mulheres negras no universo do segregamento nos Estados Unidos. Fala da escolha da mãe e da gratidão da filha que reconhece que teve dessa mulher que tanto lhe influenciou o melhor que poderia ter. E o melhor no melhor sentido. Fala da ligação dessas duas mulheres conduzida por correntes inconstantes, mas permanentes.

Uma relação estabelecida por limites humanos e amores que vão além da humanidade. Uma história real que mostra carnes e vísceras, sentimentos e emoções. Que mostra vida, amor e gratidão.

Em uma entrevista de 2013 à BBC, Maya Angelou diz que as lições desse livro são: exercite a paciência com você mesmo e você saberá se perdoar e não repetir as besteiras que já fez; e, por favor, tenha paciência com as crianças.

Maya Angelou morreu em 28 de maio de 2014, aos 86 anos. Mas nasceu pra mim quando comecei a ler esse livro, em maio de 2018. Tenho indicado ele sempre que posso e já comecei a ler “I know why the caged bird sings” – “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola”, para quem quiser em português. Primeiro de uma série de Maya Angelou que já me conquistou. Volto e conto pra vocês depois. 😉

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