O que gostamos – livro “Educação não Violenta”

Por Pati Juliani

– Pati, estou te mandando um vídeo. Acho que você vai gostar.

Eu tinha certeza que sim. A mãe do outro lado da mensagem era uma amiga de infância. A amiga que tinha um quarto de brinquedos, onde a gente construía casas para nossas bonecas. A que era alta e dançava. A que tinha irmãs mais velhas, que gostavam de música e poesia e uma mãe que era sua melhor amiga, fazia bolo, pipoca, colocava filmes e deixava todas dormirem de madrugada.

Essa amiga me conhecia. E eu sabia que, vindo dela, era coisa boa.

O vídeo era um diálogo entre Elisama Santos (mãe de Miguel e Helena, educadora parental e consultora em comunicação) e Alexandre Coimbra Amaral (psicólogo e terapeuta familiar) sobre educação dos filhos. E eu, imediatamente, gostei daquela mulher. Gostei tanto que quando o vídeo acabou, comprei seu livro.

Um livro que traz histórias individuais e questões sérias sobre uma educação baseada no afeto, diálogo e respeito.

Um livro que deve e merece ser lido.

“Quantas vezes, antes de iniciarmos um pedido, pensamos na melhor maneira de fazê-lo? Quantas vezes pensamos nos problemas disciplinares com olhar de curiosidade e buscamos soluções que respeitem as necessidades e os sentimentos de todos? Ou melhor, quando pensamos em nossos sentimentos e necessidades em nosso dia a dia? No dicionário, “linguagem” significa um meio sistemático de comunicar idéias. Quais sistemas de comunicação estamos criando entre nossos filhos? Que linguagem estamos estabelecendo como a habitual em nossas relações? Um olhar cuidadoso pode nos mostrar o quanto somos corresponsáveis pelos problemas que enfrentamos diariamente. Há que se falar, no entanto, que culpa e responsabilidade são muito diferentes, apesar de muito misturadas no nosso linguajar. Não precisamos da culpa, da sensação de impotência e vergonha que ela nos traz; precisamos sim do poder de escolha que a responsabilidade nos dá e que utilizaremos como base para a educação mais conectada e menos imediatista. É a partir dela que criamos uma nova forma de comunicar as idéias dentro da nossa família. Sobrevivemos, como humanidade, pela nossa capacidade de cooperação e empatia. Somos seres de comunidade, e o pensar no coletivo é algo que nasce em nós, como em todos os outros seres que vivem em grupos. Os nossos filhos querem, tanto quanto nós, viver em paz e harmonia; apenas não estão dispostos a abrir mão de quem são e do que querem. Estabelecer uma linguagem mais consciente e conectada à nossa essência compassiva diminui as resistências – as nossas e as deles. Palavras podem ser muros ou pontes. A escolha é nossa.”

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