Um livro, crianças e manjericão

por Rita Durigan

Foi assim que sai da sala de aula da minha filha hoje. Participei da semana “Read Across America”, que celebra Dr. Seuss, provavelmente o mais importante autor da literatura infantil nos Estados Unidos. Se estivesse vivo, ele teria completado 113 anos ontem, dia 2 de março.

Pensando bem, ele está. Em suas criações e histórias que nos fazem viajar e refletir no mundo da imaginação; em suas rimas que ajudam na pronúncia e deixam a leitura mais divertida; na leveza de não se prender a padrões. Nós, aqui em casa, adoramos.

Apesar do frio na barriga por ter que ler em Inglês para uma sala cheia de pequenos olhares atentos, e para as professoras queridas da minha pequena grande menina, eu encarei o desafio: me voluntariei pra escolher um livro de Dr. Seuss e contar a história na sala.

Parece simples, ainda mais pra quem sempre se apresentou em público; dá aulas para crianças; não tem grandes problemas com a timidez… Mas era em Inglês. E, apesar de morar nos Estados Unidos há 6 anos, isso ainda me pega. Ainda mais em uma escola americana, e para crianças, que são os seres que mais respeito nesse mundo.

Eu poderia ter escolhido desistir. Ou nem me voluntariar. Eu pensei na alegria de ver aqueles olhinhos embarcando comigo nessa aventura. Nos olhinhos da minha criança-menina, orgulhosos e felizes pois Mamãe estava ali, diante de toda sua turminha trazendo diversão e conhecimento; lendo, algo que tanto amamos fazer.

Eu optei por embarcar nessa aventura e ler meu livro preferido que fala de todas as possibilidades de caminhos que temos na vida; que fala da vida. ”Oh! The places you’ll go”. Eu decidi focar no entusiasmo, na aventura, na emoção.

O Inglês? Segundo minha pequena grande menina, com quem ensaiei na noite anterior, eu só falei “um pouquinho diferente” 2 palavras do livro todo. Muito bom, né?! E ela sorriu pra mim quando acertei palavras que ela havia me ensinado a pronúncia correta. Não sei quem estava mais feliz e orgulhosa, eu, ou minha instrutora mirim.

Chegamos em casa e enquanto eu guardava as coisas ela correu para o quarto contar a mesma história para seus aluninhos imaginários. Fiquei ali, parada, observando e pensando na alegria de poder estar tão presente em sua infância, em momentos preciosos, em sua vida. De tê-la na minha.

E, pra completar, ainda sai da escola com folhas do manjericão do jardim que eles cultivam na sala. ❤

Tem dias que a gente nem imagina o lugar incrível em que pode chegar. Tem dias que a gente decide ir. Hoje eu fui. E foi demais.

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